segunda-feira, 1 de junho de 2009

Por Terras do Brasil...




- Ainda há umas horas vi dois indivíduos partirem o vidro de um carro e roubarem uma carteira de senhora - comenta o taxista com um ar de habituada rotina que só não é enfadonha porque lhe pode sair na rifa. Sem dúvida que os prédios estão todos bem protegidos por grades e um segurança de vigília permanente. Mas em São Paulo e Campinas, não passou por mim qualquer indício de violência gratuita. E até uma suposta festa que eu entendi como tal afinal era uma greve de funcionários públicos!!!!...Mas a violência não pode ser o cartão de visita a este país irmão, embora lhe esteja associada. Para não falar do Rio, que aí sim, parece que é a sério...


No Brasil, há muita riqueza, humana e natural...e muita pobreza, social e racial ...que não entendi ser possível num país daqueles. Têm tudo para serem felizes. É muito grande, é muito diferente, é muito rico, tem muito tipo de fruta, têm chopp brahma (boa cerveja), mulheres lindas e atraentes, muitos sucos, muito rodízio a sério ( não como os que temos por cá) em que, por 30 reais (12€) se passam 2 a 3 horas a comer carnes variadas e que o único refúgio do cliente é estar prevenido para dizer não a cada vez que o empregado pergunta aceita...?, havaianas que para eles combinam quer com um blazer quer com uma t-shirt, um inverno em que não devem saber o que é um polar, shoppings, fnac...uma Pinacoteca que é um museu lindíssimo, mercadão, ruas de povo povo com um ritmo infernal a fugir da polícia que multa, sinais de trânsito que parecem desenhados por miúdos da escola, ultrapassagens pela direita e pela esquerda mas em que nunca vi um único acidente, semáforos do outro lado do cruzamento, prédios altíssimos a coabitar mesmo ao lado com espeluncas, futebol de encher o olho, carros diferentes e feios porque os bons e bonitos ficam em garagens privadas ou de hotel, dentistas que brotam de prédios velhos, samba, o presidente Lula...

Enfim, não me perguntem porquê, que não sei responder, mas que já tenho saudade daquilo tudo já, e ainda estou com a ressaca das horas, que será quando estiver mais lúcido...

* Serigrafia sobre papel Black is different, sem data, de Niki de Saint-Phalle

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