sábado, 27 de fevereiro de 2010

A depressão das abelhas...


Vou falar do mistério que rodeia o desaparecimento das abelhas. Eu sei, pode parecer um tema menor falar das abelhas, mas acredito que não é bem assim. É certo que andamos atolados de problemas de grande importância, como a (des)confiança no primeiro-ministro, na crise de liderança do PSD, na má imagem internacional das nossas economias, da Holanda que bravamente deixou o Afeganistão (mesmo que tivesse caído o governo pela decisão), da má sorte dos nosso irmãos madeirenses, etc, etc...

Pois então é assim. Já Einstein teria dito que se as abelhas desaparecessem da face da Terra, nós teríamos o fututo a prazo, melhor a curto prazo: ao fim de 4 (sim 4) anos a Humanidade pereceria!!!...e ele não era homem de brincar à Nostradamus. Também li algures que a única espécie do globo, entre a variedade de milhares conhecidas, que tinha uma tarefa vocacionada para o homem era exactamente ... as abelhas. Mais ninguém se preocuparia com o Homem.
Sendo assim, há um mistério que ninguém, digo ninguém mas falo de grandes cientistas, consegue explicar o desaparecimento das abelhas que está a acontecer nomeadamente nas monoculturas. E leva-me a pensar...talvez a projectar intencionalidade, a personalizar a atitude, mas a teorizar o seguinte: as abelhas gostam de variedade de pólens, e cada uma tem uma área de acção de 3kms2. Ora em extensas monoculturas a variedade não existe...e pergunto-me: será que elas se aborrecem com a monotonia, será que a falta de horizonte as leva a mudar de horizonte, será que fogem para evitar a ...depressão!!!!...porque elas aparentemente não morrem, não se encontram mortas perto das colmeias, simplesmente as abandonam e literalmente esfumam-se...
Será que elas, tal como eu, não gostam da rotina, dos dias iguais, dos rostos sem expressão, dos dias de chuva constante, do sol que teima em não brilhar...????

Será que elas, tal como eu, gostam de expandir-se, alargar metas, sempre mais, sempre melhor...???

Não sei responder por elas...mas acredito que andam depressivas e a exigirem nova programação instintiva. Porque se desaparecerem e o grande físico tiver razão, não interessa muito o que se passa de sério aqui e lá fora... para nós e para o Winnie!...e eu que gosto tanto de mel

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá....gostei imenso do que li e considero que n deixas de ter alguma razão....e este decréscimo de abelhas, apesar de eu não gostar de mel, é preocupante...o que será da polinização cruzada, na qual elas intrevêm, das espécies florais unisexuais????muitas espécies de plantas poderão estar ameaçadas pois dependem delas.....mas devo discordar não me parece que estejam deprimidas, é apenas o teu lado psicanalítico a falar.....esperemos....

Amandio disse...

Ainda bem que gostaste...pois, posso ser eu a fazer uma projecção, admito...como podes não gostar de mel? posso sugerir-te mel de urze, é escuro, é transmontano, é rude, verdadeiro...até me sinto um "enólogo" a falar...:)...experimenta!...