segunda-feira, 23 de maio de 2011

Este País não vive sem pai autoritário...







Pois é então assim.
Era uma vez um país, melhor, um reino plantado à beira-mar. Teve um nascimento tumultuoso com um édipo mal vivido e à lei da força e do escorraçar dos mouros. Difícil parto. A partir daí foi crescer e crescer por montes, vales, mares e oceanos sem fim, descobrir destemidamente outros mundos, dar bravamente novos mundos a conhecer ao mundo...mas a esquecer o seu próprio mundo...de convulsão em convulsão, com espanhóis metidos ao barulho e confusão crónica...Até que resolvem num desses desatinos internos acabar com reinos e reis e instaurar uma república.
Aí é que foi então o caos delicioso e total a provar à humanidade que se pode ser europeu e completamente desenraizado do padrão. Foram presidentes sem fim e sem ver o fim do mandato, governos a subir e a cair, greves e manifestações... e depois voltou o rei , perdão, alguém que não era nem rei, nem presidente, mas que se impôs como este povo gosta: autoritariamente, com legiões, mocidades, espiôes...mas depois o povo lembrou-se que assim também já não podia ser, andar de boca fechada depois de já a ter aberto para falar, assim não, já se tinha o sabor da liberdade. E esta, misericordiosa lá felizmente voltou...só que, pois...o caos também se acabou por instalar de novo e trouxe consigo um amigo totalmente indesejável, a bancarrota...e estamos nisto, sem rumo, às voltas, tontos, numa dialéctica sem fim entre a opressão ordenada e a liberdade esfomeada...será do malfadado nascimento libidinalmente contra-natura???....este país não vive sem pai autoritário!!!...será?.....

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