quinta-feira, 24 de julho de 2014

PROFESSORES: O que fizeram para serem tão mal tratados?

O que fizeram os Professores, para serem tão mal tratados?
Há cerca de uma recente década atrás, antes dos governos de Sócrates e Passos Coelho, as classes profissionais mais conceituadas e no topo da consideração e respeito da opinião pública em Portugal, , eram as dos Juízes e do Professores, alternando no...1.º lugar!!!...
Agora, a dos Professores debate-se na lama do tecido social.
O que fizeram entretanto para serem assim tão penalizados?
Não sei se haverá uma resposta clara, objetiva e rigorosa que defina com exatidão a razão desta absolutamente incompreensível situação.
Com efeito, não foram tanto os professores que entretanto sofreram um processo tipo Alzheimer ou de irrompante impotência intelectual e deixaram de poder exercer a profissão com a dignidade e profissionalismo que era seu apanágio.
A resposta está do outro lado. Do lado das políticas para o sector. Do lado da falta de respeito ministerial por uma profissão tão exigente e tão necessária. Do lado de quem sobrepõe a necessidade economicista à necessidade educativa.
É claro que para um tecnocrata da finança um professor é um ser inútil. Não rende!...É um ativo sem lucro.Não gere mais-valia. Portanto...um zero.
Pergunto: o que seria desse tecnocrata
da finança, se não tivesse tido professores? ...seria um macaco ainda?
...que tipo de surreal é este?...
E chamo a realidade em meu favor: o que há de mais fantástico do que ensinar?
O que há de mais fantástico do que ver uma criança a entrar no primeiro ano sem saber ler nem escrever e sair no fim do ano a saber ...ler e escrever???
O que há de mais fantástico do que ver o olhar de meio instintivo e irrefletido dos alunos tornar-se ano após ano mais lúcido, mais analítico, mais arguto, mais culto?
Tenho a certeza que o devaneio destas políticas ignorantes e inoperantes irão desaparecer não falta muito.
Querem uma prova? As aulas vão voltar a ser de 50'.
Lembram-se da sua duração antes desta configuração dos 90' e dos 45'???...de 50', exatamente. Como nós estudámos. Sempre. Todos. Estes ministros da educação também.
A verdade vem sempre ao de cima.
Esta falta de respeito é uma vergonha. Quando ganharem consciência, não vai ser bom o sentimento. Mas não vou ter pena. Cá se fazem cá se pagam. De uma maneira ou de outra: no corpo, na mente, no espírito.. ...é inexorável !...
Sabem como funciona um boomerang?

domingo, 23 de setembro de 2012


SOBRE A ISLÂNDIA.
       Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
       Na Islândia:
       - o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
       - os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
       - foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
       Tudo isto pacificamente. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?

       Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
       - 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
       - 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
       A desastrosa situação económica do país mantém-se. É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
       - 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
       Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
       O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.
       Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise.
Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores. A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
       Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa. Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
       - A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta. Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.

       Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
       - Demissão em bloco de um governo inteiro;
       -- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
       - Prisão dos responsáveis pela crise e
       - reescrita da Constituição pelos cidadãos:
       Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
       Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos? Vimos alguma imagem destes factos na televisão? Evidentemente que não!
       O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo.

(texto partilhado de um amigo)

domingo, 15 de abril de 2012

O caminho das Redes Sociais...

Eu já uso o facebook há já algum tempo (anos), e portanto acho que o que vou dizer me parece bastante real. Entendo que esta rede social está a desvirtuar a sua genuína natureza, que é a de pôr em comunicação amigos/conhecidos que de outro modo, por uma questão circunstancial de lugar ou tempo, não se encontram na proximidade presencial.
O que temos agora é que dada a quantidade de "amigos" que temos, os posts passam à velocidade da luz e passam ao lado dos que não estão colados à net.
Depois há o chat. Outra desmesura...Estamos com imensos e com ninguém, uma confusão!...
Há ainda a intromissora publicidade lateral. Aí nada a fazer, um facto incontornável, mas também não é por aí que vem mal ao mundo. Alguma coisa de útil deve ter...
Por fim, os jogos. E aqui é que eu quero descarregar o download das minhas críticas. Se é para jogar, e eu não questiono o carácter lúdico e colorido dos jogos, tanto mais que eu não jogo nenhum e portanto não sou pessoa indicada para falar do seu interesse, mas acho que se o facebook é usado para os jogos, então há sites melhores para isso e aqui é desvirtuar perversamente por completo o sentido desta rede social, pois o interesse do facebook é podermos COMUNICAR, estar em contacto, partilhar, conviver, encontrar, rir...pelo menos era assim no início. Eu acho...e tenho saudades disso. Agora vomitam-se posts para lá, posts que poucos vêm, que poucos comentam, que não passam muitos de tentativas narcísicas e falhadas de chamar a atenção...eu próprio já me espantei de me estar a comportar como tal...safa!...e não garanto que não venha a voltar a colocar posts da treta, só para ver se alguém está vivo do outro lado...enfim, isto está mal!!!!...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A nova ordem económica....


Não queria voltar a falar de dinheiro, mas isto está de tal ordem que não há maneira de fugir ao assunto.Então é a crise, que se torna enfadonha a crise, que nos persegue em todo o lado, que fecha portas, que nos impede de ser socialmente úteis, que nos empastela num quadro negro sem luz e sem túnel, que me faz questionar se, mesmo eu não sendo nenhum entendido em economics, este será o caminho certo, ou pelo menos mais hábil de sair airosamente do buraco vertical que nos impede de subir à superfície da qualidade de vida que se esfuma como água por entre as franjas da carteira e que derrete todo o cartão de crédito.
Pronto, consegui provar com este parágrafo anterior que se pode ser abundante mesmo em tempo de crise: 7 linhas sem sombra de ponto final. Ponto final que parece não mais aparecer nesta fase da vida de portugueses cada vez mais tesos como o carapau...não fossem os gregos e estávamos completamente sozinhos na nossa miserabilidade...
Não, não vou dizer mal de nós, somos grandes, inventivos e lutadores...os nossos governantes é que não nos acompanharam na aitude, e resolveram alinhar com aquela minoria de nós pequeno-burgueses parolos, ignorantes, mas espertos para o compadrio, que nos desgraça. E com esses passos de morte, dou o meu benefício da dúvida ao Passos, espero que entenda como fomos em quinhentos e que o gérmen se mantém vivo, embora escondido...já o dizia o Eça há mais de um século e continuamos como se o tempo não existisse e gerações de sacrifícios e de esperanças tivessem sido em vão esbanjadas!...e como só se vive uma vez, eu gostava que a que me diz respeito fosse no mínimo gloriosa!!!...

sábado, 23 de julho de 2011

O (des)Acordo Ortográfico...

Este texto é de um amigo meu. Com a devida autorização, exponho a sua opinião. Muito bem apresentada, clara, objectiva e rigorosa, partilho-a plenamente.
A prova acabada de que este acordo não vem uniformizar nada é o facto de dar lugar a alterações facultativas.
É óbvio que a uniformização é o objectivo. Por que outro motivo envolveria as várias nações lusófonas? Por que razão haveríamos então de nos aproximar da escrita do país de expressão portuguesa mais populoso e influente? Um dos mentores do Acordo dizia que assim resolvemos muitos problemas porque muitas vezes na União Europeia lhe diziam que não sabiam que português utilizar nos documentos oficiais, o português europeu ou o brasileiro. Como é possível essa cavalgadura não perceber que o Acordo não resolve nada? Porque as duas variantes podem ter uma grafia uniforme, mas continuam a ser diferentes no vocabulário e na gramática. Os eurocratas continuarão sem saber se vão usar "polaco" ou "polonês", "nazi" ou "nazista" (apenas dois exemplos de vocabulário), "se resolveu" ou "resolveu-se" (um exemplo de gramática).
Quanto mais estudamos as línguas, mais nos apercebemos que elas são como organismos vivos - evoluem constantemente, crescem, multiplicam-se, diversificam-se, sempre à sua maneira, sem podermos controlá-las. As línguas têm as suas próprias regras, que não são impostas, não vêm de fora, são-lhes inerentes (as gramáticas não são imposições aos falantes; são antes a descrição daquilo que a maioria dos falantes consideram correcto e aquilo que a maioria rejeita). Este Acordo é uma aberração por ser uma imposição, uma intromissão de grandes proporções numa língua que deve evoluir naturalmente - algo comparável à introdução de enormes quantidades de poluição num ecossistema. Tal como o nosso planeta perante o resultado do mundo industrial, a nossa língua vai sobreviver, vai adaptar-se, mas vai forçosamente sofrer alterações não naturais que são difíceis de prever.
Uma dessas alterações poderá ser a forma como as pessoas pronunciam as palavras. Talvez as pessoas comecem a dizer "aspêto" em vez de "aspéto" porque a ausência do C e a comparação com palavras como "espeto" a isso podem levar. Eu tenho vontade de passar a pronunciar o C em "aspecto", o P em "óptimo". Porquê? 3 razões. Porque quero justificar o facto de não deixar de usar essas letras. Porque sou teimoso. Porque não quero que as duas línguas que uso percam essa ligação que têm (tinham), esse ponto em comum, a partilha da sua origem. Se em inglês escrevo "aspect", "optimum", "activity" etc, é natural que sinta a falta dessas consoantes no português. E se me disserem "ah mas essas consoantes pronunciam-se em inglês e não em português", digo-vos "e que tal passar a escrever «umano»? O H não se pronuncia.
E por fim... para quem diz que houve outros acordos ortográficos anteriormente, percebam que nunca a dimensão das alterações foi tão grande. Terminei há pouco um livro impresso há 100 anos. A única diferença na ortografia que detectei em mais de 200 páginas foi um "ràpidamente".
Pedro Ramos

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Este País não vive sem pai autoritário...







Pois é então assim.
Era uma vez um país, melhor, um reino plantado à beira-mar. Teve um nascimento tumultuoso com um édipo mal vivido e à lei da força e do escorraçar dos mouros. Difícil parto. A partir daí foi crescer e crescer por montes, vales, mares e oceanos sem fim, descobrir destemidamente outros mundos, dar bravamente novos mundos a conhecer ao mundo...mas a esquecer o seu próprio mundo...de convulsão em convulsão, com espanhóis metidos ao barulho e confusão crónica...Até que resolvem num desses desatinos internos acabar com reinos e reis e instaurar uma república.
Aí é que foi então o caos delicioso e total a provar à humanidade que se pode ser europeu e completamente desenraizado do padrão. Foram presidentes sem fim e sem ver o fim do mandato, governos a subir e a cair, greves e manifestações... e depois voltou o rei , perdão, alguém que não era nem rei, nem presidente, mas que se impôs como este povo gosta: autoritariamente, com legiões, mocidades, espiôes...mas depois o povo lembrou-se que assim também já não podia ser, andar de boca fechada depois de já a ter aberto para falar, assim não, já se tinha o sabor da liberdade. E esta, misericordiosa lá felizmente voltou...só que, pois...o caos também se acabou por instalar de novo e trouxe consigo um amigo totalmente indesejável, a bancarrota...e estamos nisto, sem rumo, às voltas, tontos, numa dialéctica sem fim entre a opressão ordenada e a liberdade esfomeada...será do malfadado nascimento libidinalmente contra-natura???....este país não vive sem pai autoritário!!!...será?.....

sexta-feira, 25 de março de 2011

A calotice dos juros...



"Os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negoceiam hoje em máximos, tendo atingido 8,495 por cento, um dia após cortes no ''rating'' de Portugal pelas agências de notação financeira..." ionline, 25.03.2011

Há qualquer coisa nesta história dos juros que cheira mal. Ok, é negócio, é dinheiro, é jogo!...mas não é preciso exagerar, a ganância deve ter um limite. Aproveitar a fraqueza dos outros para lhes roubar além dos anéis os dedos, isso é selvajaria civilizada, mas selvajaria. Entre o ser samaritano, o ter piedade e o ser absolutamente cruel tem de haver um equilíbrio. E se não se arranja esse equilíbrio pela dinâmica dos mercados, o que é infelizmente expectável, há que destruir o paradigma e criar um novo. Estes especuladores só devem ver à frente dos narizes números, percentagens de lucros...mas por trás desses números há realidades concretas, pessoas, empregos, condições de vida...e isso eles não vêm, não perdem tempo com pormenores de sensibilidade humana deslocada e são implacáveis na sua ambição. Há que lhes retirar o tapete, metê-los na ordem, são meninos a brincar ao monopólio. Uns tabefes bem dados na altura certa nunca fizeram mal a ninguém!...O dinheiro é bom, é muito bom, mas é um meio de vida, a vida é bem mais importante. A lembrar...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

2012: o fim do mundo?...



Eu acho que o inconsciente colectivo das massas, que não é real mas é efectivamente real, no momento actual passa pela superstição e crendice temerária de que o fim do mundo está aí a chegar. E isso cria problemas ao nível da acção. Se alguém duvidar de que não vale a pena lutar p um lugar/emprego/projecto...porque desconfia a utilidade de tal investimento pessoal uma vez que o mais certo é isso realmente não acontecer, seguramente não vai lançar-se para uma luta que não vale a pena pois não terá sucesso. Com esta crendice do fim em 2012, dado que os dias estão contados, nada acabará por interessar e o valor das coisas paulatinamente se esbate. A fé na vida esmorece, a motivação sucumbe, e o espírito de luta esfuma-se.

A crise actual apresenta contornos tão indeferidos que a perplexidade ganha todo o lugar. Tudo está muito empanturrado...e há tantos sábios em economia, tantos doutores, tantos governantes, tantos assessores credenciados...e nada...é só afundar???!!!!....estranho, muito estranho, de facto. Parece que algo mais forte, mais vital, mais thanatos (instinto de morte) e muito menos eros (instinto de vida)...

Parece-me evidente que tudo isto é passageiro e provisório, mas vai ter um alto preço esta passagem no deserto ...e vai molestar-nos o dia a dia. Depois de 2012 isto vai dar um grande salto e retomar o caminho, mas até lá, lá vamos nós penar...é o preço visível de uma racionalidade imberbe, que é suplantada pela fornalha das emoções!...

sábado, 10 de abril de 2010

iPad: vai uma aposta ???.....


O iPad já está aí como todos sabemos, se bem que por estes lados lusos não se lhe sinta o cheiro, mas sabemos onde o rasto vai dar. Pela informação que é veiculada, há quem augure tratar-se de um simples gadget luxuoso e requintado da Apple para coleccção dos seus incondicionados aficcionados, que não deixam nunca de desenhar uma extensão de fila, por interminável que seja, para a sua aquisição. Outros assumem uma posição de não descartarem uma opinião futuróloga, pois um erro de cálculo pode vir a menorizar a sua credibilidade perita.

Permitam-me, porém, que apresente a minha opinião sobre o assunto sem medo de represálias dialécticas.

Entendo que o iPad pode vir rapidamente a projectar no presente um futuro que não estava aparentemente assim tão próximo. Quero com isto dizer que o iPad pode vir a fazer mossa em várias áreas do mercado global e nomeadamente no escolar. Imaginem as nossas crianças e jovens a dirigirem-se para a escola sem as pesadas mochilas carregadas de livros, cadernos e estojos, mas simplesmente com...um iPad na mão?!!!...O livro escolar de Matemática?...está lá, o de Português também...o de Estudo do meio, de Ciências, História, Biologia, Física, Filosofia....e os exercícios práticos, as fichas, os lápis de cor, as folhas em branco....tudo lá!!!!...O que é que falta? investimento? O que aconteceu com o nosso Magalhães e os portáteis e-escola? Não foi uma ideia pergrina que os trouxe à realidade de tantos? ...E não foi preciso que um país com um sistema educativo de referência, o que não é o nosso caso, reconhecesse a sua viabilidade. O que poderá acontecer com o iPad, pois a sua eficácia parece evidente e a quantidade diminuirá os custos de compra. Quanto gastam os pais por ano para comprarem todo o material educativo? Não dá seguramente para comprar um iPad?

Sendo assim, cá por mim, o futuro parece aproximar-se de uma maneira estonteante e o iPad terá a sua quota de responsabilidade. Será melhor, mais rápido, mais prático, mais funcional, mais virtual...e curiosamente parece assemelhar-se a algo já visto na Antiguidade: já não será, porém, uma tablete de papiro... mas uma tablete digital.

Vai uma aposta???......

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A depressão das abelhas...


Vou falar do mistério que rodeia o desaparecimento das abelhas. Eu sei, pode parecer um tema menor falar das abelhas, mas acredito que não é bem assim. É certo que andamos atolados de problemas de grande importância, como a (des)confiança no primeiro-ministro, na crise de liderança do PSD, na má imagem internacional das nossas economias, da Holanda que bravamente deixou o Afeganistão (mesmo que tivesse caído o governo pela decisão), da má sorte dos nosso irmãos madeirenses, etc, etc...

Pois então é assim. Já Einstein teria dito que se as abelhas desaparecessem da face da Terra, nós teríamos o fututo a prazo, melhor a curto prazo: ao fim de 4 (sim 4) anos a Humanidade pereceria!!!...e ele não era homem de brincar à Nostradamus. Também li algures que a única espécie do globo, entre a variedade de milhares conhecidas, que tinha uma tarefa vocacionada para o homem era exactamente ... as abelhas. Mais ninguém se preocuparia com o Homem.
Sendo assim, há um mistério que ninguém, digo ninguém mas falo de grandes cientistas, consegue explicar o desaparecimento das abelhas que está a acontecer nomeadamente nas monoculturas. E leva-me a pensar...talvez a projectar intencionalidade, a personalizar a atitude, mas a teorizar o seguinte: as abelhas gostam de variedade de pólens, e cada uma tem uma área de acção de 3kms2. Ora em extensas monoculturas a variedade não existe...e pergunto-me: será que elas se aborrecem com a monotonia, será que a falta de horizonte as leva a mudar de horizonte, será que fogem para evitar a ...depressão!!!!...porque elas aparentemente não morrem, não se encontram mortas perto das colmeias, simplesmente as abandonam e literalmente esfumam-se...
Será que elas, tal como eu, não gostam da rotina, dos dias iguais, dos rostos sem expressão, dos dias de chuva constante, do sol que teima em não brilhar...????

Será que elas, tal como eu, gostam de expandir-se, alargar metas, sempre mais, sempre melhor...???

Não sei responder por elas...mas acredito que andam depressivas e a exigirem nova programação instintiva. Porque se desaparecerem e o grande físico tiver razão, não interessa muito o que se passa de sério aqui e lá fora... para nós e para o Winnie!...e eu que gosto tanto de mel

sexta-feira, 26 de junho de 2009

The “King of Pop”...



1958-2009


The “King of Pop” morreu.

Michael Jackson, o sensacionalmente dotado para o domínio da música pop e talvez o mais conhecido cantor em todo mundo, deixou de cantar.

Como sabemos o seu album “Thriller” (1982) continha temas fabulosos que nos fizeram vibrar, como “Beat It,” “Billie Jean” and “Thriller” , e foi o mais vendido de sempre com 50 millhões de cópias vendidas.

Foi uma figura questionável, paradoxal, irreverente, contraditória...Foi um cantor fabuloso na expressividade da voz e do corpo. Apesar de ter andado ultimamente numa nebulosa de um qualquer outro quadrante, estava previsto o seu regresso em breve e, como sempre, em grande. Mas os tempos mudaram, e o tempo não lhe deu tempo.

Não voltermos a ver de novo a sua luva branca sobressaindo cantante do fundo do espaço cénico.

Grato lhe estou pelo que me deu a ouvir. E acrescento aqui esse agradecimento ao seu produtor, Quincy Jones. Mas este felizmente ainda está entre nós.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Por Terras do Brasil...




- Ainda há umas horas vi dois indivíduos partirem o vidro de um carro e roubarem uma carteira de senhora - comenta o taxista com um ar de habituada rotina que só não é enfadonha porque lhe pode sair na rifa. Sem dúvida que os prédios estão todos bem protegidos por grades e um segurança de vigília permanente. Mas em São Paulo e Campinas, não passou por mim qualquer indício de violência gratuita. E até uma suposta festa que eu entendi como tal afinal era uma greve de funcionários públicos!!!!...Mas a violência não pode ser o cartão de visita a este país irmão, embora lhe esteja associada. Para não falar do Rio, que aí sim, parece que é a sério...


No Brasil, há muita riqueza, humana e natural...e muita pobreza, social e racial ...que não entendi ser possível num país daqueles. Têm tudo para serem felizes. É muito grande, é muito diferente, é muito rico, tem muito tipo de fruta, têm chopp brahma (boa cerveja), mulheres lindas e atraentes, muitos sucos, muito rodízio a sério ( não como os que temos por cá) em que, por 30 reais (12€) se passam 2 a 3 horas a comer carnes variadas e que o único refúgio do cliente é estar prevenido para dizer não a cada vez que o empregado pergunta aceita...?, havaianas que para eles combinam quer com um blazer quer com uma t-shirt, um inverno em que não devem saber o que é um polar, shoppings, fnac...uma Pinacoteca que é um museu lindíssimo, mercadão, ruas de povo povo com um ritmo infernal a fugir da polícia que multa, sinais de trânsito que parecem desenhados por miúdos da escola, ultrapassagens pela direita e pela esquerda mas em que nunca vi um único acidente, semáforos do outro lado do cruzamento, prédios altíssimos a coabitar mesmo ao lado com espeluncas, futebol de encher o olho, carros diferentes e feios porque os bons e bonitos ficam em garagens privadas ou de hotel, dentistas que brotam de prédios velhos, samba, o presidente Lula...

Enfim, não me perguntem porquê, que não sei responder, mas que já tenho saudade daquilo tudo já, e ainda estou com a ressaca das horas, que será quando estiver mais lúcido...

* Serigrafia sobre papel Black is different, sem data, de Niki de Saint-Phalle