quinta-feira, 24 de julho de 2014
PROFESSORES: O que fizeram para serem tão mal tratados?
Há cerca de uma recente década atrás, antes dos governos de Sócrates e Passos Coelho, as classes profissionais mais conceituadas e no topo da consideração e respeito da opinião pública em Portugal, , eram as dos Juízes e do Professores, alternando no...1.º lugar!!!...
Agora, a dos Professores debate-se na lama do tecido social.
O que fizeram entretanto para serem assim tão penalizados?
Não sei se haverá uma resposta clara, objetiva e rigorosa que defina com exatidão a razão desta absolutamente incompreensível situação.
Com efeito, não foram tanto os professores que entretanto sofreram um processo tipo Alzheimer ou de irrompante impotência intelectual e deixaram de poder exercer a profissão com a dignidade e profissionalismo que era seu apanágio.
A resposta está do outro lado. Do lado das políticas para o sector. Do lado da falta de respeito ministerial por uma profissão tão exigente e tão necessária. Do lado de quem sobrepõe a necessidade economicista à necessidade educativa.
É claro que para um tecnocrata da finança um professor é um ser inútil. Não rende!...É um ativo sem lucro.Não gere mais-valia. Portanto...um zero.
Pergunto: o que seria desse tecnocrata
da finança, se não tivesse tido professores? ...seria um macaco ainda?
...que tipo de surreal é este?...
E chamo a realidade em meu favor: o que há de mais fantástico do que ensinar?
O que há de mais fantástico do que ver uma criança a entrar no primeiro ano sem saber ler nem escrever e sair no fim do ano a saber ...ler e escrever???
O que há de mais fantástico do que ver o olhar de meio instintivo e irrefletido dos alunos tornar-se ano após ano mais lúcido, mais analítico, mais arguto, mais culto?
Tenho a certeza que o devaneio destas políticas ignorantes e inoperantes irão desaparecer não falta muito.
Querem uma prova? As aulas vão voltar a ser de 50'.
Lembram-se da sua duração antes desta configuração dos 90' e dos 45'???...de 50', exatamente. Como nós estudámos. Sempre. Todos. Estes ministros da educação também.
A verdade vem sempre ao de cima.
Esta falta de respeito é uma vergonha. Quando ganharem consciência, não vai ser bom o sentimento. Mas não vou ter pena. Cá se fazem cá se pagam. De uma maneira ou de outra: no corpo, na mente, no espírito.. ...é inexorável !...
Sabem como funciona um boomerang?
domingo, 23 de setembro de 2012
SOBRE A ISLÂNDIA.
Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?
Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se. É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.
Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise.
Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores. A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa. Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta. Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.
Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
-- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- reescrita da Constituição pelos cidadãos:
Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos? Vimos alguma imagem destes factos na televisão? Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo.
(texto partilhado de um amigo)
domingo, 10 de junho de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
O caminho das Redes Sociais...
Eu já uso o facebook há já algum tempo (anos), e portanto acho que o que vou dizer me parece bastante real. Entendo que esta rede social está a desvirtuar a sua genuína natureza, que é a de pôr em comunicação amigos/conhecidos que de outro modo, por uma questão circunstancial de lugar ou tempo, não se encontram na proximidade presencial. sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A nova ordem económica....

Não queria voltar a falar de dinheiro, mas isto está de tal ordem que não há maneira de fugir ao assunto.Então é a crise, que se torna enfadonha a crise, que nos persegue em todo o lado, que fecha portas, que nos impede de ser socialmente úteis, que nos empastela num quadro negro sem luz e sem túnel, que me faz questionar se, mesmo eu não sendo nenhum entendido em economics, este será o caminho certo, ou pelo menos mais hábil de sair airosamente do buraco vertical que nos impede de subir à superfície da qualidade de vida que se esfuma como água por entre as franjas da carteira e que derrete todo o cartão de crédito.
sábado, 10 de setembro de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
O (des)Acordo Ortográfico...
Este texto é de um amigo meu. Com a devida autorização, exponho a sua opinião. Muito bem apresentada, clara, objectiva e rigorosa, partilho-a plenamente.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Este País não vive sem pai autoritário...

sexta-feira, 25 de março de 2011
A calotice dos juros...

"Os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negoceiam hoje em máximos, tendo atingido 8,495 por cento, um dia após cortes no ''rating'' de Portugal pelas agências de notação financeira..." ionline, 25.03.2011
Há qualquer coisa nesta história dos juros que cheira mal. Ok, é negócio, é dinheiro, é jogo!...mas não é preciso exagerar, a ganância deve ter um limite. Aproveitar a fraqueza dos outros para lhes roubar além dos anéis os dedos, isso é selvajaria civilizada, mas selvajaria. Entre o ser samaritano, o ter piedade e o ser absolutamente cruel tem de haver um equilíbrio. E se não se arranja esse equilíbrio pela dinâmica dos mercados, o que é infelizmente expectável, há que destruir o paradigma e criar um novo. Estes especuladores só devem ver à frente dos narizes números, percentagens de lucros...mas por trás desses números há realidades concretas, pessoas, empregos, condições de vida...e isso eles não vêm, não perdem tempo com pormenores de sensibilidade humana deslocada e são implacáveis na sua ambição. Há que lhes retirar o tapete, metê-los na ordem, são meninos a brincar ao monopólio. Uns tabefes bem dados na altura certa nunca fizeram mal a ninguém!...O dinheiro é bom, é muito bom, mas é um meio de vida, a vida é bem mais importante. A lembrar...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
2012: o fim do mundo?...

Eu acho que o inconsciente colectivo das massas, que não é real mas é efectivamente real, no momento actual passa pela superstição e crendice temerária de que o fim do mundo está aí a chegar. E isso cria problemas ao nível da acção. Se alguém duvidar de que não vale a pena lutar p um lugar/emprego/projecto...porque desconfia a utilidade de tal investimento pessoal uma vez que o mais certo é isso realmente não acontecer, seguramente não vai lançar-se para uma luta que não vale a pena pois não terá sucesso. Com esta crendice do fim em 2012, dado que os dias estão contados, nada acabará por interessar e o valor das coisas paulatinamente se esbate. A fé na vida esmorece, a motivação sucumbe, e o espírito de luta esfuma-se.
A crise actual apresenta contornos tão indeferidos que a perplexidade ganha todo o lugar. Tudo está muito empanturrado...e há tantos sábios em economia, tantos doutores, tantos governantes, tantos assessores credenciados...e nada...é só afundar???!!!!....estranho, muito estranho, de facto. Parece que algo mais forte, mais vital, mais thanatos (instinto de morte) e muito menos eros (instinto de vida)...
Parece-me evidente que tudo isto é passageiro e provisório, mas vai ter um alto preço esta passagem no deserto ...e vai molestar-nos o dia a dia. Depois de 2012 isto vai dar um grande salto e retomar o caminho, mas até lá, lá vamos nós penar...é o preço visível de uma racionalidade imberbe, que é suplantada pela fornalha das emoções!...
sábado, 10 de abril de 2010
iPad: vai uma aposta ???.....

sábado, 27 de fevereiro de 2010
A depressão das abelhas...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
The “King of Pop”...

segunda-feira, 1 de junho de 2009
Por Terras do Brasil...
* Serigrafia sobre papel Black is different, sem data, de Niki de Saint-Phalle






